7 de setembro de 2013

Fotos e breves sínteses diárias do Colóquio "Política e subjetividade"

Chegamos ao final de nosso Colóquio, com a grata sensação de dever cumprido.

Em breve, pretendemos disponibilizar textos e a gravação em vídeo produzida durante as exposições.

Solicitamos aos que estiveram presentes, que, nos enviem sua opinião e avaliação do Colóquio, por email (beneditomedrado@gmail.com), de modo que possamos aprimorar estratégias em eventos futuros.



AGRADECIMENTOS

Agradecemos a todos/as que estiveram presentes: tanto os/as convidados/as que, de fato, investiram em apresentar provocações muito bem elaboradas e embasadas, e aos participantes que, com suas perguntas, mantiveram a conversação potente. Entre os participantes, agradecemos, especialmente, aos/às alunos/as vinculados ao nosso PPG-Psi/UFPE por sua expressiva presença em nosso Colóquio.

Gostaríamos também de agradecer à Secretaria Estadual de Direitos Humanos (que concedeu diárias para os convidados externos), ao Instituto Papai umanos (pela divulgação e pela emissão de passagem aérea), à Abrapso, Entrelaços e Grupo de Pesquisa Diversiones/UFPE (pela divulgação).

Registramos ainda nosso agradecimento especial aos integrantes do Gema, que operaram com carinho o apoio logístico, fazendo com que os convidados e participantes se sentissem tão bem acolhidos e cuidados.

Para conferir algumas fotos, clique aqui:

FOTOS



SÍNTESES DIÁRIAS

A seguir, uma brevíssima síntese de cada dia.
  
Dia 03 de setembro:
Começamos hoje nosso colóquio, com um intenso debate sobre politica e subjetividade, motivado pelas provocações de Roberto Éfrem sobre reforma política e Jefferson Bernardes sobre formação em psicologia.A participação dos nossos alunos foi expressa, de forma especial, na formulação criativa das perguntas e nos comentários e argumentos.

Dia 04 de setembro
Neste dia, tivemos as exposições/provocações sobre feminismo rural por Cícera Cruz (com comentários de Rosineide Cordeiro) e sobre construção de subjetividade/cidadania com Lindair Araújo. Cícera nos brindou com várias experiências e reflexões, concluindo que, “para nós, trabalhadoras rurais, é importante estar em espaços acadêmicos onde a escuta é atenta e valoriza a experiência; que dá ao debate conceitual e teórico seu verdadeiro valor: o do reconhecimento do outro, em seu direito de existir”.
 Lindair Araújo, por sua vez, defendeu que o debate sobre subjetividade/cidadania deve certar-se sobretudo na noção de pertencimento. Além disso, defendeu que “a psicologia, enquanto prática profissional interventiva, por excelência, enquanto fazer, é a arte de atuar com humanos que vivem (...) Precisamos ter uma leitura do humano a partir de sua contingência e descentramento”. Além disso, Lindair também nos provocou a pensar sobre a necessidade de incluir em nossas reflexões sobre processos psicológicos mais diálogo com a fenomenologia e com conhecimentos contemporâneos produzidos pelo campo da Neurociências.

Dia 05 de setembro
Nas sessões do dia 5, tivemos a presença de Zeferino Rocha (pela manhã) e Aida Novelino e Wedna Galindo (pela tarde).
 Entre narrativas, mitos e leituras reflexivas, Zeferino nos provocou a pensar, sobre as ilusões do cientificismo moderno como um ponto de partida para pensar estratégias que possam favorecer o diálogo (e não indiferenciação) entre psicanálise e religião.
 Aida e Wedna, por sua vez, ajudaram-nos a pensar, a partir do lugar de suas respectivas experiências (atuando em contextos institucionais distintos), sobre “porquê” e “para quê” existem (ou poderiam/deveriam existir) práticas psi. Passeando por diferentes leituras, ambas nos provocaram a pensar em que medida política e subjetividade se fundem no fazer psi e na compreensão que produzimos sobre “sujeito”. A ideia de cuidado como prática dialógica e a ação clínica como intervenção política foram alguns dos elementos que mobilizaram o debate.

Dia 06 de setembro
O último dia de atividades foi dedicado ao tema da sexualidade, com duas sessões que focalizaram, na parte da manhã, a experiência da transexualidade na juventude, e, na parte da tarde, o campo dos direitos humanos. Entre os palestrantes da manhã, tivemos Leonardo Tenório (da Associação Brasileira de Homens Trans) e Camilo Andrés Rojas Tello (do Colectivo Entre-Tránsitos - Bogotá), ambos “homens trans”, lideranças LGBT no Brasil e na Colômbia, respectivamente. Suas reflexões sobre demandas políticas desta população foram costuradas a partir de suas narrativas de vida, explorando limites e possibilidades para a experiência de uma subjetivação trans. Mònica Franch, professora do Departamento de Antropologia da UFPB abordou as relações entre geração, idade, gênero e condição socio-econômica como “marcadores” que tornam a experiência trans algo diverso e complexo. À tarde, encerramos com a exposição do Prof. Marco Aurélio Prado, da UFMG, sobre direitos humanos e sexualidade, na qual explorou, em profundidade, o conceito de “subjetivação política”, de Jacques Racière, na interface com as reflexões de Chantal Mouffe e Ernesto Laclau. O rico debate que se seguiu explorou as possibilidades de aplicação desta leitura a problemas contemporâneos relativos ao movimento por direito e à vivência da sexualidade.